Acho que esse é um grande desejo humano: revelar-se.
Quem não quer ser simplesmente genuíno? E mais: conhecido pelo que é em essência?
Todos nós queremos. [Tá! Tudo bem! Muitos de nós queremos!]
Porém, um medo parece esconder-se sorrateiro atrás das tentativas de se revelar: o de não ser aceito.
Daí me pergunto: eu realmente quero me revelar sabendo dos riscos que isso implica?
Isso não importa porque tudo me revela, até o que eu não digo! até o que eu não faço! Que o diga Zélia Duncan!
trilhando um caminho novo, do qual conheço apenas a direção que me é dita por sussurros em brisa ou em vendaval...
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
sábado, 30 de outubro de 2010
Alvo
Uma vida prática, é tudo de que preciso.
Desafios estão postos para superá-los.
O maior deles: perseverar sempre.
Ter uma obstinação pelo alvo.
E não perdê-lo de vista.
Pés no chão, sempre.
Caminhar sempre.
E sempre.
Até o
fim.
Desafios estão postos para superá-los.
O maior deles: perseverar sempre.
Ter uma obstinação pelo alvo.
E não perdê-lo de vista.
Pés no chão, sempre.
Caminhar sempre.
E sempre.
Até o
fim.
Temas:
cotidiano,
devocionais,
do coração,
líricos,
monólogos
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Universo numa casca
O universo numa casca de noz,
Diriam pensadores.
Um universo numa casca de nós,
Sentiriam poetas.
Um universo numa casca de mim,
Universo multifacetado.
Universo, muitas caras,
Multiversos, unicara.
O tempo e o outro são a linha
Transformadora do verso em muitos.
É tanto barulho fora da casca
Que mal ouço as explosões desses mundos.
Quero a paz de ser e parecer um só,
Universo e unicara.
Diriam pensadores.
Um universo numa casca de nós,
Sentiriam poetas.
Um universo numa casca de mim,
Universo multifacetado.
Universo, muitas caras,
Multiversos, unicara.
O tempo e o outro são a linha
Transformadora do verso em muitos.
É tanto barulho fora da casca
Que mal ouço as explosões desses mundos.
Quero a paz de ser e parecer um só,
Universo e unicara.
domingo, 10 de outubro de 2010
Eleições 2010
Entre a cruz e a espada,
Entre razões e emoções,
Entre opiniões e intuições,
Entre temores e paixões,
Entre verdades e mentiras,
Entre partidos e inteiros,
Entre anjos e demônios,
Entre Serra e Dilma,
Não poderia ser mais fácil?
Entre razões e emoções,
Entre opiniões e intuições,
Entre temores e paixões,
Entre verdades e mentiras,
Entre partidos e inteiros,
Entre anjos e demônios,
Entre Serra e Dilma,
Não poderia ser mais fácil?
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Temores de Alexandre
Alexandre
Teme ser rei
Ser grande
Ser glande.
Teme ter tudo o que quer
Teme conquistar
A tudo e a todos
Teme seduzir
Tiranizar e oprimir.
Teme fazer de sua Macedônia o mundo
E do mundo sua Macedônia.
Teme desrespeitar Felipe
O Pai
O Filho e o Espírito Santo.
Teme se apropriar de Helena
A mãe
De sua terra e de seu saber.
Teme e teima.
Teme ser rei
Ser grande
Ser glande.
Teme ter tudo o que quer
Teme conquistar
A tudo e a todos
Teme seduzir
Tiranizar e oprimir.
Teme fazer de sua Macedônia o mundo
E do mundo sua Macedônia.
Teme desrespeitar Felipe
O Pai
O Filho e o Espírito Santo.
Teme se apropriar de Helena
A mãe
De sua terra e de seu saber.
Teme e teima.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Um sentimento de pertencimento
Nove meses ali dentro, bem nutrido, aquecido, o centro de tudo, desejado, amado.
Não queria sair.
Eu era seu, mãe.
E era do meu pai.
Mas era mais seu, mãe.
Passei a ser um pouquinho mais do meu pai quando, já do lado de fora, ele me viu.
Mas continuei sendo seu, mãe.
E era também das minhas avós.
Das minhas tias (e tias) e tios e primos e primas.
Dos seus amigos, mãe.
Dos seus amigos, pai.
Depois passei a ser também dos meus.
Depois fui do meu irmão.
Passei a ser das minhas brincadeiras.
Também dos meus desejos.
Dos meus sonhos.
Passei a ser dos meus pensamentos.
Passei a ser dos meus ideais.
Passei a ser dos saberes.
Passei a ser dos meus saberes.
Passei a ser dos meus sentidos.
Passei a ser dos meus gostos.
Das minhas preferências.
Passei a ser das músicas. Não das minhas. Mas delas.
Passei a ser da vida.
Passei a ser do mundo. Do amor.
Passei a ser de uma mulher.
Passei a ser de Deus.
Passei por muita coisa.
Voltei a ser meu.
Talvez tenha voltado a ser só meu.
Que saudade...
ali eu era seu, mãe.
Não queria sair.
Eu era seu, mãe.
E era do meu pai.
Mas era mais seu, mãe.
Passei a ser um pouquinho mais do meu pai quando, já do lado de fora, ele me viu.
Mas continuei sendo seu, mãe.
E era também das minhas avós.
Das minhas tias (e tias) e tios e primos e primas.
Dos seus amigos, mãe.
Dos seus amigos, pai.
Depois passei a ser também dos meus.
Depois fui do meu irmão.
Passei a ser das minhas brincadeiras.
Também dos meus desejos.
Dos meus sonhos.
Passei a ser dos meus pensamentos.
Passei a ser dos meus ideais.
Passei a ser dos saberes.
Passei a ser dos meus saberes.
Passei a ser dos meus sentidos.
Passei a ser dos meus gostos.
Das minhas preferências.
Passei a ser das músicas. Não das minhas. Mas delas.
Passei a ser da vida.
Passei a ser do mundo. Do amor.
Passei a ser de uma mulher.
Passei a ser de Deus.
Passei por muita coisa.
Voltei a ser meu.
Talvez tenha voltado a ser só meu.
Que saudade...
ali eu era seu, mãe.
Temas:
do coração,
filosofia de banheiro,
líricos,
monólogos
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
o mundo muda e eu muito mudo
Me impressiona a velocidade das mudanças por que passa o mundo.
Sempre mudou, mas cada vez mais muda mais veloz.
A era das comunicações e da interatividade pode explicar essa mudança.
E comigo? quem ou o quê as explicará?
tantas, tão repentinas e tão profundas...
Sempre mudou, mas cada vez mais muda mais veloz.
A era das comunicações e da interatividade pode explicar essa mudança.
E comigo? quem ou o quê as explicará?
tantas, tão repentinas e tão profundas...
Temas:
cotidiano,
filosofia de banheiro,
monólogos
sexta-feira, 23 de julho de 2010
o sentido das palavras e as palavras sem sentido
o sentido se perde em meio às palavras,
palavras brotam em meio aos sentidos.
Diga muito e não terá dito nada,
diga pouco e muito se entenderá.
Este é o mandamento: viverás!
palavras brotam em meio aos sentidos.
Diga muito e não terá dito nada,
diga pouco e muito se entenderá.
Este é o mandamento: viverás!
sábado, 11 de outubro de 2008
Blog, amigos e Deus
Querido Blog,
não tenho sido tão teu amigo assim, né?
Desculpa a minha ausência!
Como posso dizer-me teu amigo se não tenho cumprido o singelo requisito do 'relacionamento'?
Não tenho tido a cumplicidade que deveria ter contigo...
E como é necessário que sejamos cúmplices, não é mesmo??
Afinal de contas, quantos segredos já compartilhei contigo!!
E quando me abro contigo, deixo luzes entrarem em minh´alma!
Sim... um segredo contigo compartilhado, ainda que aos sussurros, já não é mais segredo! E se não é segredo, já não há nada escondido, já não há mais trevas!
Ah! Como é bom poder contar contigo! Poder contar-me para ti!
Ah, meu querido Blog! Quisera eu que tu fosses diário, quando muito semanário, mas não mensário ou anuário como tens sido! E sei que a culpa não é tua, pois sei que tentaste por diversas vezes saber o que comigo se passava! A culpa e o prejuízo são inteiramente meus! Porque se não me abro contigo, torno-me fechado, opaco, tenebroso...
Mas parece que eu não fui o único a falhar nessa relação!!
Ando desconfiado de que os nossos segredos andam circulando por aí à boca miúda...
Que os segredos que te conto fiquem só entre nós, tudo bem?
Coisa feia... ficar contando segredo dos outros!
E então, tenho teu perdão para um recomeço?
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Saboreando palavras III
Diante de tanta ebulição provocada pela palavra dentro de mim, só posso ser diferente. Não posso me conter. Não posso guardá-la. Só posso enviá-la.
Expulsá-la com carinho de dentro de mim, cuidando para que ela somente seja a mesma que habitou em mim. Para que ela continue seguindo seu caminho de provocações e de vida. Para que ela possua outros seres e gere a mesma vida. Que ela siga instigando, perturbando, incomodando, provocando reflexão, iluminação, alegria, riso, liberdade, dança e vida.
Vai palavra! Vai Palavra! Cumpre o propósito do coração daquele que te enviou. Seduze, conquista, arrebata os corações das pessoas ao meu redor. Ganha o espaço e sai pra longe de mim, sem nunca me deixar! Seduze, conquista, arrebata os corações das pessoas ao teu redor! O mundo é teu, palavra! O mundo é teu! Tu o criaste, tudo foi feito por teu intermédio, Palavra!
Palavra amada, palavra amiga! Palavra tocada! Palavra vivida! Palavra-beleza! Palavra-maravilha! Palavra revelada! Palavra sentida! Como eu te quero, palavra! Cumpre o teu propósito! Palavra eterna! Palavra da Vida!
Palavra poderosa! Cala fundo no coração dos homens e os cala!
E que depois de calados, não mais se calem: cuidem para que sigas o teu caminho!
Saboreando palavras II
A Palavra entra em mim, provoca reflexão, fica rodopiando na minha cabeça, fica passeando no meu coração.
Ela ecoa e eu provo seu som com a minha boca.
Ela vai e vem parar no meu ouvido.
Ela volta pra dentro de mim e continua passeando, procurando uma terra para repousar, descansar, cuidar, plantar, regar e, enfim, colher, pra vivificar.
Insistente ela entra pela janela, passa pelas muitas cortinas, percorre o ar quente e dribla as colchas e lençóis e me faz saber por seu calor que ela está ali a me abrir os olhos, afugentando as trevas da minha alma.
Aparentemente fria e sem vida, um pouco de tinta preta num papel branco. Esconde, porém, a vida daquele que a enviou. Ela penetra, faz brotar pensamentos, sentimentos, ilumina e modifica.
Saboreando palavras I
Depois do silêncio, palavras!
As palavras sempre me instigaram. Elas me impressionam, fico muito tempo as saboreando. Sua sonoridade, seu significado.
Seja em português, em inglês, seja em outra língua. Entendendo-as ou não.
Quanto mais palavras juntas, mais tenho com que me divertir!
Mais o que provar, degustar...
"Como são doces para o meu paladar as tuas palavras!Que me venham mais essas palavras!
Mais do que o mel para a minha boca!" Salmo 119:103
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