trilhando um caminho novo, do qual conheço apenas a direção que me é dita por sussurros em brisa ou em vendaval...
sábado, 5 de abril de 2008
O Senhor da guerra e as crianças!
Deus gosta de crianças!
Das humildes e sinceras crianças...
Dessas Ele gosta!
E só trabalha com elas!
E as trabalha !
Em pouco tempo Ele transforma crianças em guerreiros,
enquanto elas ainda forem crianças!
Porque se forem só guerreiros...
já não serão crianças!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Pra não dizer que não falei das cores!
Já faz tempo que venho tentando marcar com ela um encontro. Mas sua agenda está sempre lotada!
Ela sempre ocupada com seus muitos amigos! Ultimamente, só de relance, num esbarrão estabanado, é que a encontrava, mas nunca tempo suficiente pra uma conversa que deixasse impressões mais fortes.
Até de seu nome eu já vinha me esquecendo! Agora me lembro: é criatividade!
— Que saudade, amiga! Por onde você esteve? — eu, tentando iniciar uma conversa saudosa com uma velha amiga.
— Agora sou sua amiga? — ela, beirando a indignação.
— Ué? você está magoada comigo? — eu, surpreso.
— Não, só me afastei de você porque você não me queria mais por perto! — ela, solícita.
— Mas eu sempre gostei de você! Por que é que você está dizendo isso? — eu, interrogativo.
— Ultimamente você tava tão ocupado com as suas coisas, que eu achei melhor não interromper. Além do mais, tinha tanta coisa legal pra fazer!! — ela, deixando transparecer suas traquinagens.
— É... parece que eu andei encabulado com algumas coisas! Mas o que você tem feito? — eu, fazendo um mea culpa e querendo saber mais sobre as andanças da velha amiga.
— Ah... o que faço sempre! Conversando com meus amigos: as crianças, os simples de coração, os poetas, os artistas... Gostava de vir conversar com você, mas durante um certo tempo fiquei até com medo, viu?? Nunca mais faça isso!!! — ela, dando um tapinha em mim, como que fazendo as pazes.
— Isso o quê? — eu, alegre por tê-la por perto, mas receoso do que ela diria.
— Ué... essa frieza, esse orgulho, essa necessidade de saber tudo, essa vida tão... tão... preta e branca!
E, depois do dilúvio, Deus fez o arco-íris:
"O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra".
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
O caminhoneiro e o astronauta
Quando eu era menino, bem pequenininho na também pequena cidade de Itajá (no interior de Goiás), tinha um grande dilema: não sabia se seria caminhoneiro ou astronauta! heheheheh
Eu admirava muito a profissão dos caminhoneiros... Tinha o Leonel, que até hoje é caminhoneiro... Sua esposa Gleydes sempre nos recebia em sua casa, em que ele quase nunca estava, na parede tinha o pôster de um grande caminhão... e eu ficava me imaginando andandando naquele caminhão, que era realmente lindo, amarelo, imponente!
Além do Leonel, tinha os caminhoneiros da prefeitura de Itajá... eu sempre estava com eles nos caminhões da cidade... Eram caminhões basculantes que carregavam terra ou os entulhos na cidade. Gostava muito de estar naqueles caminhões com eles.
Era um menininho cheio de sonhos andando com os caminhoneiros da cidade! Conhecia suas famílias e suas casas! Queria ser caminhoneiro e, mais especificamente, transportar soja! heheheh
Se alguém me perguntasse: "Alexandre, o que você quer ser quando crescer?" Eu respondia sem hesitar: "Motorista de caminhão de soja!" Pode uma coisa dessa? hehehe
A outra coisa que sonhava ser quando criança era astronauta... Por que? — Ué... não é lógico? — hehehe, Quem não quer ser astronauta? hehehe Quanto a ser astronauta, acho que o tempo passou e eu finalmente realizei esse sonho! Porém não de maneira física! hehehe
Você já deve ter visto que minha cabeça está sempre nas nuvens! hehehe É verdade! Sou um sonhador! Um nefelibata! Um andarilho das estações espaciais! Só me falta aquela roupa engraçada! heeheheh
O astronauta tem uma visão privilegiada do universo e pode chegar a conclusões a que ninguém mais chegaria, como "a terra é azul" por exemplo!
Do que me adianta, porém, saber que a terra é azul se preciso amar meu semelhante e ser amado por ele? Se ficar só nas alturas corro o risco do lunatismo e de perder a solidez inabalável da verdade!
Melhor é enxergar distante como um caminhoneiro na boléia do seu caminhão e ainda que longe vá, terá sempre sob seus pés o chão! Terá parceiros no trecho! E sempre terá o regresso da esperança na esperança do regresso para a firmeza de seu lar!
Só me falta, enfim, ser caminhoneiro, trazendo no parachoque a inscrição: Deus firmou os meus passos.
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